12 dezembro 2015

Somos a equação de um amor que não magoa.

Eu quero-te, desejo-te vinte cinco horas por dia, todos os dias que uma vida pode ter. Quero enrolar os meus dedos no teu cabelo, beijar o teu pescoço e sentir o teu cheiro, sentir que me sentes ter-te como nunca ninguém te teve e mergulhar fundo como se de uma bebedeira se tratasse, és a cura para a minha ressaca do dia seguinte.
Tudo controlado até agora, ainda não estou contigo porque quando estiver o meu corpo dispara, o coração já nem o sinto, o sangue corre mais depressa nas minhas veias e tudo acelera a 1000 à hora, sinto-me como se tivesse consumido algum tipo de droga; é isso! Droga, a única substância capaz de fazer o teu corpo parar, colapsar todo o teu interior e corroer o teu organismo e deixar-te "K.O" num ápice, logo és como droga para mim, mas daquelas que por mais mal que me faça eu vou continuar a consumir até me matar.
Amar-te bem fundo como se de uma boa penetração se tratasse, fazer amor contigo até sentir que o teu corpo já faz parte do meu, pele com pele, preciso sentir-te, consumir-te, possuir-te, dar juz ao determinante possessivo "meu" e fazer-te acreditar que podemos praticar a dialéctica portuguesa quando conspiro ao teu ouvido que sou tua.
Amo-te tanto que amar não chega, quero-te tanto que o querer não é suficiente, és tão suficiente para mim que eu própria duvido da tua existência. A minha capacidade torna-se insuficiente para determinar quanto 1+1 unem dois infinitos tão grandes como nós mas a minha mente é tão extensa para saber que "nós" no futuro simples existe; e o infinito é a expressão usada para algo que nunca acabará e para nós essa definição consta. Quero que saibas que hoje acordei com a vontade de escrever o que somos numa fórmula e sem jeito para matemáticas apenas sei que matematicamente falando somos a equação que dá certo metas o número que quiseres no "x".
Eu quero-te, desejo-te, eu tenho-te e não te quero perder. Amo-te de corpo e alma e quando duvidares a cama não existe e eu deitar-me-ei contigo no chão, entregar-me-ei a ti de forma violenta para que aí possas entender que por muitos danos que o violento faça não te deixarei de amar só porque é perigoso.

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